
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Não tenha medo...


quinta-feira, 28 de outubro de 2010
O que importa é o hoje...


sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Tu olhas pra ti e te amas, é o que está certo...
Eu me arrebentei, assim, porque o nó era fraco. Frouxo. Mal dado. Eu afundei, em segundos, porque no meu casco havia um buraco milimétrico por onde o mar entrou, aos poucos. Inteiro.. Eu caí com o primeiro vento porque não havia tijolos. Eu era construção mal feita. Erguida na pressa. Madeira com pregos mal batidos. Fachada. Eu derreti ao sol porque era de plástico. Sumi no sopro porque era pó. Eu me quebrei na primeira queda porque, por dentro, não havia mais nada. Eu me sentia forte, sem saber que já era oco.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Hora de arrumar a vida...

A gente finge que arruma o guarda-roupa, arruma o quarto, arruma a bagunça. Tira aquele tanto de coisa que não serve, porque ocupar espaço com coisas velhas não dá. As coisas novas querem entrar, tanta coisa bonita nas lojas por aí. Mas a gente nunca tira tudo. Sempre as esconde aqui, esconde ali, finge para si mesmo que ainda serve. A gente sabe. Que tá curta, pequeno, apertado. É que a gente queria tanto. Tanto.
Acredito que arrumar a bagunça da vida é como arrumar a bagunça do quarto. Tirar tudo, rever roupas e sapatos, experimentar e ver o que ainda serve, jogar fora algumas coisas, outras separar para doação. Isso pode servir melhor para outra pessoa. Hora de deixar ir. Alguém precisa mais do que você. Se livrar. Deixar pra trás. Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega. Porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve. Perca de espaço, tempo, paciência e sentimento. Tem tanta gente interessante por aí querendo entrar. Deixa. Deixa entrar: na vida, no coração, na cabeça.

terça-feira, 3 de agosto de 2010
Então é isso: Amor...
Então é isto também, o amor: a complacência no olhar como conforto numa manhã mais fria, num medo mais profundo ou num desvio da vida. Não há descanso aqui, ao pé de ti, há mais que isso: há plenitude e tranquilidade. Circulamo-nos nas veias e artérias, complementamo-nos no nosso ser, fundimo-nos num só. Amor, amor. És Tu. É certo.

quinta-feira, 29 de julho de 2010
O caminho é agridoce...
A folha está em branco. Essa relação disforme pode ter o significado que tiver, mas vai ser sempre superlativa em vários aspectos. Cabe a mim administrar na cabeça a responsabilidade de ter todas as fichas apostadas, sempre. Cabe a ti pegar na minha mão e jogar os dados. O sentimento que eu pulverizo em forma de palavra escrita abre espaço no meu peito para o que é novo. Me pego falando sozinho, perguntando pra mim mesmo até quando eu consigo sustentar por debaixo da minha cara sisuda o sorriso que me rasga a face de fora a fora. Talvez se eu te mostrasse tudo, tu passaria por cima de mais umas convicções. O caminho é agridoce, e começa debaixo desses lençóis dos quais a gente hesita tanto em sair.Como está o meu romance? Planando como o teu, e procurando ventos novos para jamais colocar os pés no chão novamente.

segunda-feira, 26 de julho de 2010
Se for pra me tirar do chão, tem que ser pra voar bem alto...
Saiba que não estou aqui pra levantar o tom, nem o volume da voz. Já o fiz por tantas vezes que hoje digo para mim mesmo: “não mais”. Não temos mais nada em jogo aqui, não é mesmo? Já me ocupam cada centímetro do peito os mesmos sentimentos que eu vivia na ocasião em que te conheci. Sinto-os como se fossem inteiramente novos. A circunstância é outra, a pessoa é outra, e até o próprio sentimento assume diferentes formas. Mas ele me estufa o tórax com tal força que eu me sinto impelido a cuspir tudo fora, sem foco ou direção.Eu tenho minhas convicções. Tinha. Quanto mais a vida avança, mais eu vou me acostumando a conjugar tudo no pretérito. É assim que te conjugo hoje. Olhar pra trás e ver-se contrariando todas as convicções que pareciam gravadas em pedra pode ser dolorido. E é, como em todas as vezes que assumimos nossos próprios erros. Eu tô passando por cima de muitas convicções, aqui. Eu tô quebrando uma porção de promessas infantis, também.
Mas quem sou eu, pra me contrariar?
Eu queria saltar de um avião e abrir o pára-quedas somente no último milésimo de segundo que me separaria da eternidade.
Mas aí alguém me chamou para planar...

terça-feira, 6 de julho de 2010
Sou especialista na arte dos remendos...
Era cedo demais, mas essa sou eu, dando fim aos ciclos só pra gostar um pouco mais de mim. Ser mais eu do que eu fui instantes atrás. Sinceridade, admito que o preço é alto demais por ela, mas acumulam-se vários bônus pro próximo estágio de jogo, e eu vou cada vez mais confiante.. Tenho vidas extras cada vez que tu me joga um sorriso sincero. Se tenho medo? Não mais. Teceram-se teias ao nosso redor, feitas de sorrisos meus e teus. Fortes. É evidente que o jogo acabou e eu não preciso mais das vidas extras, mas, por algum motivo, tu continua do meu lado me jorrando sorrisos. E eu continuo tecendo nossa teia.
domingo, 13 de junho de 2010
"Sua espera termina aqui”...
Ela Andava acostumada a estar só, mesmo quando acompanhada de alguém-sem-presença. Então, olhou para o céu negro e quase não acreditou no que viu: uma constelação inteira lhe trazia um recado. E como pisca-piscas de natal, estrelas que formavam palavras encantadas contavam a boa-nova: "Sua espera termina aqui”. E teve a estranha sensação de ter 300 e 50 e 10 borboletinhas arteiras fazendo cócegas em seu estômago. Naquele instante, quase que automático, seus olhos foram de encontro aos dele. E qual foi a surpresa que teve ao notar que estava sendo correspondida. Bem que tentou conter o riso meio tímido e curto, em vão. Sem que desse alguma palavra de ordem percebeu todas as janelas da alma se abrindo e uma brisa fresca e perfumada entrando em seu peito, levando embora toda poeira e mofo de uma amarga ilusão. E foi tomada por um sentimento novo ao perceber que nenhum outro foi capaz de fazer por ela o que aquele moço de olhos castanhos fez: libertá-la do medo de ser feliz. O que antes era cinza, frio e triste canção se transformou em uma página virada de um livro velho e empoeirado que ninguém lê. Afinal, histórias assim não comovem as pessoas. Olhos que antes eram opacos, sem expressão, são agora “dois fãs, um par”. E sorriem, porque descobriram que além de se encantar com olhares, podem sorrir.

sábado, 8 de maio de 2010
No jogo do amor vence o mais forte, que resiste, arrisca, insiste, persiste até o fim...
Eu te encontrei. Procurando por ninguém, desejando ser feliz comigo mesma, eu te encontrei mesmo sem querer, mas eu te encontrei. Te encontrei onde eu menos pensei que poderia achar alguém como você, alguém que hoje significa tanto pra mim. Eu tentei negar, te ignorar, não me prender a um sentimento tão dominador como esse, que eu sinto por você agora, só que eu não consegui porque na verdade eu sou fraca demais pra isso. Eu sou fraca demais pra me manter longe de você. Como pode uma pessoa me fazer tão feliz assim? Como pode me fazer sorrir e chorar só se for de rir? Depois de tanto tempo, de tantas lagrimas e de tantos “ah deixa o amor pra lá, isso nem deve existir”, agora eu tenho certeza que o amor existe sim e que é lindo, tenho essa certeza quando olho nos teus olhos, tenho essa certeza quando o meu mundo para quando estou com você e as horas viram segundos, tenho essa certeza quando me beija, faz minhas pernas tremerem e meu coração bater a mil.