"Existe aí algum remedinho para não-sentir? Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento? Quer saber? Existe. Existe e eu preciso. Preciso e não quero."




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sábado, 16 de abril de 2011

Pense, repense, tripense...

Eu estava acostumada a jogar tudo pro ar, sem depois sentir falta de nada que pudesse ter se perdido ao vento. Não tinha nenhum sentimento me prendendo a essa vida insana. Não tinha algo que realmente me deixasse preocupada, com o qual eu realmente me importasse. Eu não tinha nada que eu tivesse medo de perder. Não tinha planos. Não tinha um "amanhã". Tinha o "hoje", que eu vivia com muita displicência. Não tinha medo de cara feia, nem de atitudes mal pensadas. Acho que absolutamente "tudo" me fazia bem. Eu tinha, digamos, uma imunidade a problemas. Tudo que eu decidia era a escolha certa, os erros pareciam não ser fatais. Por isso, não havia tempo nem motivo para corrigí-los.
Agora é diferente. Mudanças assim mexem com o meu emocional. E meu controle emotivo é péssimo. Já não posso jogar tudo ao vento. Ele levaria as coisas mais importantes da minha vida. Que hoje eu tenho medo de perder. Agora eu preciso olhar pra trás, e ter certeza de que eu deixei boas marcas. Coisas que antes eram insignificantes, agora me são essenciais. Hoje eu me vejo dependente dos detalhes que eu tanto ignorei durante a minha vida de coisas ao vento. E eu nunca soube jogar mesmo... Não me vejo no direito de agir pensando só em mim. Eu precisava aprender o valor das coisas, porque mesmo estando subentendido, tudo tem seu preço.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Nó aperta. Laço enfeita.

Crie laços com pessoas que lhe fazem bem, que lhe parecem verdadeiras e desfaça os nós que lhe prendem à aquelas que foram significativas em sua vida, mas que infelizmente, deixaram de ser. Nó aperta. Laço enfeita.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Você me bastou até me faltar...

Desmedido, compulsivo e insensato.

Acontece que uma hora isso tudo tem de amadurecer. Tá que amar desmedido é uma delícia, mas comedimento e racionalidade fazem muito bem, obrigada. Por entre lençóis sujos, eram muitas as vezes em que eu não entendia a minha permanência teimosa naquela cama vazia. Isso bastou até o momento em que não bastou mais. Você me bastou até me faltar.

Era um sentimento loucamente desenfreado, que fez o quarto ficar pequeno, o apartamento ficar pequeno, os sonhos ficarem pequenos. No fim das contas, foi você quem ficou pequeno demais pra mim. Me escorria amor por entre os dedos enquanto o destinatário tinha a caixa de correio abarrotada por envelopes ainda selados.

Amor em demasia, pra uns, é amor demais. Redirecionei. Aluguei um depósito, depois outro e outro. Não pedi nada de volta, deixei contigo as linhas torpes de um amor que não coube mais em cativeiro. Contigo ainda existem envelopes meus que hoje já não significam nada.

Comigo uma estranha sensação de que nada disso realmente aconteceu, uma seringa de anestésico local me mantém consciente de não mais estar sentindo.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Coração igual a circo?

Sou uma palhaça assistindo o circo pegar fogo. O fogo que você colocou e logo em seguida se arrependeu. Percebeu, que você também morreria queimado. E eu como uma boa palhaça rindo, rindo do seu desespero, sufocado querendo sair desse fogo e não consegue. Cada vez mais o fogo aumenta. E você cada vez mais se sente arrependido. Passa na mente aquele filme clichê, de tudo o que aconteceu nesse circo. E de quanto deu trabalho levantar essas lonas, de quantos sufocos foi preciso para ergue-las. Lembra que esse fogo foi só pra afastar a palhaça, que tem medo de fogo, e vê a bailarina andar na corda bamba. Uma aventura boba. Se arrepende mais uma vez, mas nesse seu desespero, você olha pro lado e vê uma torneira que leva até a palhaça, que é só dela, só ela pode abri o registro. E você implora, pede socorro, grita, mais uma vez se arrepende. Pela milésima vez se arrepende da aventura... E pede que a palhaça aqui te salve, mas a palhaça só sabe rir, rir, rir. Cada vez mais só sabe rir. Pra esconder a dor de ver você virar cinzas por não pensar no que isso poderia causar. Mas o fogo continua, e você também continua pedindo para a palhaça abri o registro. Deixar a bailarina queimar sozinha, queimar a bailarina. Você olha para outro lado e vê o seu amigo, o dono do circo, querendo entender quem foi que colocou todo esse fogo. E você mente, grita, mais uma vez se arrepende e diz que foi a droga da bailarina quem colocou fogo. Você não pode deixar ele saber que foi você quem fez esse estrago porque só ele pode te ajudar a ter um circo só seu. Mais uma vez se arrepende. Continua pedindo socorro a palhaça porque você quem construiu a palhaça, você sabe do que ela é capaz. Capaz de te deixar queimar, e também capaz de te salvar como ninguém jamais salvaria, porém ela não quer mais te salvar... junto ao fogo, morre também a palhaça e nasce alí uma nova mulher: a que não gosta de circo!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Eu acertei o pulo ao te encontrar...

Nos últimos dias tenho tentado aprender a não confiar no amor, mas ainda bem que falhei. Às vezes olhamos para o nosso amor como se ele fosse um espelho que nos reflete, e nos mostra quem nós somos. E cada reflexo anda me fazendo gostar mais de mim mesma.

sábado, 5 de junho de 2010

E de tanto tentar e errar, um dia, eu acertei...

Já tinha errado tanto antes de você, que uma certeza absurda invadia minha vida, nossa vida.. lembro de como você era bobo, e me olhava bobo, e me dizia bobo: Ah! Mas se você soubesse que pra mim é pra sempre. E foi, pra ele, pra sempre. O sentimento, o compromisso, o amor infindável, a saudade, o desejo, lembranças. Tudo nele continuou vivo. Em mim não, transformei tudo. Mudei. Mudei o jeito de ser e de sentir a poesia. Metamorfose. Você me amou lagarta, você me amou borboleta. Por isso que eu te amo, o mesmo amor.
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