"Existe aí algum remedinho para não-sentir? Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento? Quer saber? Existe. Existe e eu preciso. Preciso e não quero."




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sábado, 16 de abril de 2011

Pense, repense, tripense...

Eu estava acostumada a jogar tudo pro ar, sem depois sentir falta de nada que pudesse ter se perdido ao vento. Não tinha nenhum sentimento me prendendo a essa vida insana. Não tinha algo que realmente me deixasse preocupada, com o qual eu realmente me importasse. Eu não tinha nada que eu tivesse medo de perder. Não tinha planos. Não tinha um "amanhã". Tinha o "hoje", que eu vivia com muita displicência. Não tinha medo de cara feia, nem de atitudes mal pensadas. Acho que absolutamente "tudo" me fazia bem. Eu tinha, digamos, uma imunidade a problemas. Tudo que eu decidia era a escolha certa, os erros pareciam não ser fatais. Por isso, não havia tempo nem motivo para corrigí-los.
Agora é diferente. Mudanças assim mexem com o meu emocional. E meu controle emotivo é péssimo. Já não posso jogar tudo ao vento. Ele levaria as coisas mais importantes da minha vida. Que hoje eu tenho medo de perder. Agora eu preciso olhar pra trás, e ter certeza de que eu deixei boas marcas. Coisas que antes eram insignificantes, agora me são essenciais. Hoje eu me vejo dependente dos detalhes que eu tanto ignorei durante a minha vida de coisas ao vento. E eu nunca soube jogar mesmo... Não me vejo no direito de agir pensando só em mim. Eu precisava aprender o valor das coisas, porque mesmo estando subentendido, tudo tem seu preço.

domingo, 13 de março de 2011

Seja a mudança que você quer ver...

"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses."

quinta-feira, 10 de março de 2011

Desperte!

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que comecei a lembrar de onde é o céu e a perceber que o inferno é onde a gente mora quando tudo é sono. Comecei a sair dos meus desertos. E a olhar, ainda que timidamente, para todas as miragens, sem tanto desprezo, entendendo que havia um motivo para que elas estivessem exatamente onde as coloquei. Nenhum livro, nenhum sábio, nada poderia me ensinar o que cada uma me trouxe e o que, com o passar do tempo, continuo aprendendo com elas. Dizem que só é possível entendermos alguns pedaços da vida olhando para eles em retrospectiva. Acho que é verdade. Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que não importam todos os rabiscos que já fizemos nem todos os papéis amassados na lixeira, porque todo texto bom de ser lido antes foi rascunho. E, por mais belo que seja, é natural que, ao relê-lo, percebamos uma palavra para ser acrescentada, trocada, excluída. A ausência de uma vírgula. A necessidade de um ponto. Uma interrogação que surge de repente. Viver é refazer o próprio texto muitas, incontáveis, vezes.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Se deixar passar, passa...

Tenho uma vida ótima, mas nenhuma dessas coisas se comparava ao prazer que eu tinha ao ouvir o barulhinho de uma mensagem dele chegando. Ou de quando o porteiro dizia seu nome e o meu coração disparava tanto que eu tinha medo de morrer antes de o elevador abrir a porta. E olhar para ele, com o seu sorriso misturado de pior e melhor pessoa do mundo. E olhar o brilho dos seus olhos sem saber se vinha da alma ou da lente de contato. Enfim: olhar e me sentir errando tanto e acertando muito. Isso tudo fazia valer os últimos dez, quinze, ou quarenta dias sem saber se ele estava ou não vivo.. Mas aí resolvi começar o ano fora dessa palhaçada. Essa não parece a história de uma mulher esperta ou que merece uma história melhor. Quem pode cobrar da vida uma história de verdade se fica alimentando uma coisa desse tipo? Chega! Por isso, com muito custo, chacoalhei minhas mangas. E só eu sei o quanto doeu ver a melhor coisa do mundo indo embora. Doeu um, dois dias. No terceiro, a melhor coisa do mundo virou a melhorzinha. Que virou a décima melhor. Que não virou nada.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Mas passa, tu sabes...

Você sabe que vai ser sempre assim. Que essa queda não é a última. Que muitas vezes você vai cair e hesitar não levantar-se, até uma próxima queda.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

É preciso sabedoria para fabricar a paz em momentos de guerra interior.

Sempre vejo de forma positiva quando alguém precisa ficar sozinho,
repensar os fatos, se reciclar, se redescobrir em meio aos escombros emocionais. Para termos a confirmação de que somos feitos de céu, de sonhos, para reencontrarmos nossa essência estrelada. É preciso sabedoria para fabricar a paz em momentos de guerra interior.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo!

Peço a Deus que no próximo ano dê a cada um de vocês: Sabedoria! Adquirindo sabedoria, vocês automaticamente receberão todas as outras coisas. Desejo, então que sejam sábios para:
- se vestirem com a beleza dos lírios dos campos;
- possuírem o suficiente para que sejam cobertas todas as vossas necessidades, mas não o bastante para que pensem que não precisem de ninguém;
- guardarem a fé mesmo nas provações;
- em dificuldades, nunca pensarem que é o fim do caminho;
- na felicidade, nunca se esquecerem de agradecer;
- no amor, que sejam voluntários;
- na dor, que sejam solidários;
- em tempos de guerra, que a Paz possa reinar interiormente;
- na amizade serem grandes e verdadeiros;
- que vossas mãos sejam suficientemente quentes para, segurando a mão do próximo, aquecerem o mundo numa grande corrente de amor;
- nunca pensarem que a felicidade é utopia;
- nunca desacreditarem que o amor vence barreiras;
- nunca se esquecerem de que temos um Pai que jamais vai nos abandonar;
- e que essa sabedoria possa estar presente cada minuto pelo resto, não do ano, mas da vida inteira de cada um!

Faço aqui um brinde a todos vocês!
Tenham um sábio Ano Novo!
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