"Existe aí algum remedinho para não-sentir? Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento? Quer saber? Existe. Existe e eu preciso. Preciso e não quero."




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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Essa abstinência uma hora vai passar...

Quando lutamos contra nós mesmos, somos os únicos a colecionar feridas. Até que ponto vale a pena ater-se ao caminho da menor-dor, do baixo risco e do conforto calculado? Você grita para si mesmo com tanta força essa mentira, que acaba por não ouvir o peito clamando por um segundo de atenção. Mas eu consigo ouví-lo, quando ele encosta no meu, e sigo aguardando o dia em que a tua garganta, de tão rouca, deixe chegar aos teus ouvidos o que para mim fica claro toda vez que teus olhos fecham antes dos meus: é recíproco. Por isso que eu sempre volto, mesmo quando a minha autoestima implora para que eu espere por um sinal teu. Teus sinais foram dados; nós é que falamos línguas diferentes, quando o assunto é sentir e expressar.
Então eu sigo o teu conselho de me ater apenas às tuas ações. E assim eu sigo, tirando da tua boca frases impensáveis, do teu peito, o calor que eu preciso e, da tua vida, tudo que vai de encontro aos teus planos de não me deixar entrar. Aluguei um espaço no teu pensamento e me sinto confortável aqui, embora nada me garanta que eu não possa ser despejado.
A vida ensina, a gente aprende. No entanto, isso não quer dizer que não devamos, às vezes, desobedecer as leis que nós mesmos criamos. Cansei de lutar contra mim mesmo, pois já me cobrem o corpo feridas em diferentes fases de cicatrização. Aqui estou, pronto para me aplicar com mais algumas doses cavalares de você, se assim me permitir. E eu já não mais vivo sem essa morfina que eu batizei com o teu nome, há alguns meses atrás...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O importante não é conquistar várias pessoas, mas sim, conquistar a mesma pessoa várias vezes...

Fazemos tanta coisa pensando que não vai se repetir. A gente chora e diz “nunca mais”. A gente cai e diz “nem tão cedo”. A gente ama e diz “nem pensar”.
Todas as coisas são amarradas de frases supostamente transparentes e pequenas pra dar uma idéia de que nos tornamos pessoas diferentes. Diferentes e burras. Ao contrário do que achamos, permanecer com as mesmas pessoas significa crescer e aceitar que a jornada é longa, e precisamos sempre de um motivo pra permanecer nela.
Eu sou os amigos que eu deixei, os meninos que eu não namorei, as vezes que eu não gritei, as quedas que eu não levei..
Uma, duas, três.. Errei inúmeras vezes teimando achar o contrário. Mas depois do quinto copo eu entendi, e hoje, sóbria, entendo mais ainda.
Não tenho segunda chance pra tudo, mas, aos poucos, eu construo novos começos. Pra amar de novo, cada vez mais, as mesmas pessoas. Afinal, não se começa uma construção pelo telhado.
Mais um copo, por favor.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Guarde...

É chegado uma hora que precisamos abrir mão de algumas coisas pra seguir em frente, perder um pedaço pra ficar completo. É necessário deixar pra trás algumas coisas que julgávamos ser para sempre. Não falo em apagar, não. Tudo o que se foi vivido, deve ser arquivado na memória, mesmo os momentos de agonia. Mas sempre é preciso limpar esse arquivo, e dar lugar a sentimentos novos, rostos novos, mãos novas. Cada pessoa sabe quando essa hora chega, por mais que muitos não entendam, é da natureza humana.
Daqui eu posso ver e reconhecer os olhares de reprovação que recebo, mas cada sentimento que eu abrigo em mim agora é novo, e só eu sei o quanto vale a pena intensificar cada parte receptora minha e ter reformatado meu cartão de memória interno.
Só não se engane! Guardei a sete chaves o conteúdo antes existentes, e repriso ele na minha TV sempre que sinto falta, pra não me deixar esquecer de nada.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Se um dia você se perder, vá lhe buscar... encontre-se!

Eu vim aqui me buscar. E aqui parecia ser longe, muito longe do lugar onde eu estava, o medo costuma ver as distâncias com lente de aumento. Vim aqui me buscar porque a insatisfação me perguntava incontáveis vezes o que eu iria fazer para transformá-la e chegou um momento em que eu não consegui mais lhe dizer simplesmente que eu não sabia. Vim aqui me buscar porque cansei de fazer de conta que eu não tinha nenhuma responsabilidade com relação ao padrão repetitivo da maioria das circunstâncias difíceis que eu vivenciava. Vim aqui me buscar porque a vida se tornou tediosa demais. Opaca demais. Cansativa demais. Encolhida.Vim aqui me buscar porque, para onde quer que eu olhasse, eu não me encontrava. Porque sentia uma saudade tão grande que chegava a doer e, embora persistisse em acreditar que ela reclamava de outras ausências, a verdade é que o tempo inteirinho ela falava da minha falta de mim. Vim aqui me buscar porque percebi que estava muito distante e que a prioridade era eu me trazer de volta. Isso, se quisesse experimentar contentamento. Se quisesse criar espaço, depois de tanto aperto. Se quisesse sentir o conforto bom da leveza, depois de tanto peso suportado. Se quisesse crescer no amor, como cresci.
Vim aqui me buscar, com medo e coragem. Com toda a entrega que me era possível. Com a humildade de quem descobre se conhecer menos do que supunha e com o claro propósito de se conhecer mais. Vim aqui me buscar para varrer entulhos. Passar a limpo alguns rascunhos. Resgatar o viço do olhar. Trocar de bem com a vida. Rir com Deus, outra vez. Vim aqui me buscar para não me contentar com a mesmice. Para dizer minhas flores. Para não me surpreender ao me flagrar feliz. Para ser parecida comigo. Para me sentir em casa, de novo.Vim aqui me buscar. Aqui, no meu coração.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A dor é inevitável, o sofrimento é opcional...

Olhe não fique assim não, vai passar. Eu sei como dói, é horrível. Eu sei que parece que você não vai aguentar, mas aguenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar. Dor é assim mesmo, arde depois passa. Que bom. Alías, a vida é assim: arde e depois passa. A gente acha que não vai aguentar, mas aguenta: as dores e a vida. Pense assim: agora tá insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar uma samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou. Agora já é dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que duas linhas atrás. Você acha que não, porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já tá lá longe. A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, essa sensação de que pegaram sua traquéia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo - é difícil de acreditar, eu sei - vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou. Agora não dá mesmo pra ser feliz. É impossível. Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre? Isso é bobagem. Como cantou Vinícius: "É melhor viver do que ser feliz". Porque pra viver de verdade a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, eu sei como dói. Mas passa. Tá vendo a felicidade ali na frente? Não, você não tá vendo, porque tem uma montanha de dor na frente. Continue andando. Você vai subir, vai sentir frio lá em cima, cansaço. Vai querer desistir, mas não vai desistir, porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o único jeito de deixá-la pra trás é continuar andando. Você vai ser feliz. Tá vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto de agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que tô falando a verdade. Eu não minto. Vai passar...

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Texto nada a ver com o meu momento, mas que é muito válido! :)

domingo, 30 de maio de 2010

Amor vivido é melhor que ostentado, sei que é complicado... mas "contar" falsifica!

De repente, você vê que aprendeu várias coisas, mas não foi de repente, foi aos poucos. “De repente” não quer dizer que você aprendeu rápido. Quer dizer que você não percebe que está aprendendo, até que aprende. Você olha pra suas fotos antigas e não consegue se enxergar. Você lembra de frases ditas e atitudes tomadas e as trata como se fossem de um outro alguém. Você aprende que raros são amores que não acaba, doença que não se cure, não há estrada sem fim. O caminho, sim, é sem fim. Basta torcer para estar percorrendo o caminho certo. Basta perceber que o seu caminho é errado e esperar pelo próximo retorno. É uma estrada de duas mãos. De repente, você se sente cansado de tanto aprender quando, na verdade, você está é cansado de estar rodeado de gente que não aprendeu porra nenhuma. Não te preocupa. Todos aprendem, cada um a seu tempo. O problema é que alguns demoram tanto que acabam morrendo antes da primeira aula. Talvez você tenha aprendido mais que eu, ou até menos, ou então aprendido coisas diferentes, ou matado todas as tuas aulas mais importantes. Não sei mesmo, mas minha única certeza é que eu não concordo com uma vírgula do que você diz...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Não goste apenas da ideia do "amor"...

Tem certos sentimentos que a gente insiste em manter, e na verdade, ele não nos serve pra NADA, ele não nos traz NADA de bom... e mante-lo, simplesmente, por comodismo é no mínimo terrível. Não que a gente tenha uma descarga cardíaca que a gente aperte e aquela merda vá se embora, INfelizmente eu sei que não dá pra ser assim (e como seria mais fácil se fosse); só que existe sentimentos que nem no coração está instalado, é só uma ideia boba da cabeça que não tem nada melhor pra fazer, pra inventar, e fica criando sentimentozinho de merda, puts e que merda isso! --'

Será que a gente precisa de motivo pra amar alguém? CLARO que sim!
A gente ama alguém principalmente pelo convívio com ela, só o convívio traz intimidade, mostra defeitos, ascende qualidades... a gente tem uma visão real da pessoa através do convívio, dessa maneira a gente passa a ama-la por tudo que a gente vive junto à ela, pelos momentos compartilhados, as histórias adquiridas, enfim... por tudo que a maravilha da intimidade nos proporciona.

Se você não convive com alguém, seja lá como for, como pode dizer que a ama?
Dizendo, né?! Falar é tão fácil mesmo... é o que a gente mais vê por aí, linhas e linhas, lacunas e lacunas de blábláblá, e esse gasto das palavras me irrita, porque o silêncio cai perfeitamente bem a algumas pesssoas, e elas o ignora com tanto tititi. ¬¬
Mas diga o que for, NÃO É AMOR! Acho que essas pessoas nem sabem o que é realmente o AMOR e por isso fazem o mal uso da palavra/sentimento, é triste!

Ao invés de inventar um sentimento nessa cabecinha insana, invente de estudar, de aprimorar seus conhecimentos, torne-se alguém mais interessante... dessa maneira, quem sabe, acontece de alguém chegar na sua vida e te mostrar realmente o amor. Amor é questão de merecimento mesmo, só o tem quem merece... não adianta forçar e não dá pra inventar!
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