"Existe aí algum remedinho para não-sentir? Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento? Quer saber? Existe. Existe e eu preciso. Preciso e não quero."




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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Ser rejeitado pelas pessoas pequenas só faz bem...

A melhor coisa de se mostrar é se livrar daquelas pessoas que nunca foram realmente suas, aquelas pessoas que amam mais seus próprios preconceitos do que você, aquelas pessoas que, por força das convenções vigentes, simplesmente não vão mais conseguir te amar se souberem quem você realmente é. Deixe elas seguirem viagem. Quem se importa com elas? Eu tento me concentrar em quem vale a pena. Em um primeiro grupo estão aquelas pessoas que me amavam e continuam me amando, que me aceitam e sempre aceitaram. Ainda mais valiosas são as pessoas que me amam apesar dos seus preconceitos, que me aceitam apesar de eu ir contra tudo o que acreditam. Essas diferenças de opinião não importam para esses meus heróis. Nosso amor transborda e cobre os preconceitos, inunda as normas vigentes, afoga as convenções, varre do mapa as mesquinharias. Por fim, meu grande prazer é descobrir iguais onde menos espero. Pessoas que eu nem conhecia, com as quais eu nem falava, por quem eu não dava nada de repente se revelam, apertam minha mão e me oferecem seu apoio irrestrito. E eu penso: mas como?, você também é assim?, você também gosta disso?, e a gente se conhece há tanto tempo, não é?, quem diria! As primeiras pessoas já eram e continuam sendo os pilares de sustentação da minha vida e da minha sanidade. As segundas me ensinam todo dia lições profundas de maturidade e amor. Porque, no fim das contas, se existe maturidade e se existe amor, pouco importa quem é comunista ou capitalista, monogâmico ou poligâmico, ateu ou crente. As terceiras enriquecem a minha vida e compensam todas as que foram embora. Por serem semelhantes a mim, são o espelho onde me vejo, a experiência em que me baseio, o padrão no qual me meço. Não tenho medo de rejeição. Ser rejeitado pelas pessoas pequenas só faz bem. Os pequenos se afastarem de mim por conta própria me poupa o trabalho de espantá-los a pauladas. Troco alegremente a rejeição dos pequenos pela aceitação dos grandes.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Meu chão eu fiz de mola...

Eu vou nomeando meus sonhos um por um. Colocando metas, fazendo projetos, com os dedos cruzados e minhas melhores vibrações. Claro que eu me frustro, faz parte da vida. Mas meu chão eu fiz de mola. Posso cair todos os dias, mas o resultado da minha queda é o impulso.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Eu já aprendi a cair em pé...

Não sou água parada, sempre fui turbilhão, um turbilhão incontrolável de coisas desordenadas e esmagadoras e lindas, destrutivas e fecundas, irresistíveis e desumanas, posso ser devotada e incompetente, doce e amarga, categórica e insuportável, carente e fútil, apática e radiante, cada dia um pouco de uma coisa nova e sempre incandescente. Essa sou eu. Minha alma e tudo que sair de mim será assim e sua vida nunca será entediante. Às vezes você vai ter vontade de ir embora. Às vezes eu também. Não é fácil. O que não pode é se acovardar e fugir, isso não pode, não pode deixar o negrume vencer o que precisa ser argênteo, não adianta ir embora para descobrir que quer voltar de novo e de novo porque um dia eu não vou mais estar aqui. Não quero que volte por ser viciado em mim, quero que você fique porque quer. Um dia minhas energias terão se esvaído e será o dia do fim. O Fim. Se esse dia chegar – e não quero que chegue, não quero, não quero – Vai ser mais uma das minhas mortes. Mas ainda tenho algumas vidas para gastar. Não vou acabar. Não acabo. Provavelmente farei de novo e de novo depois de lidar com o fracasso, depois de chorar muito e não acreditar em nada. Me regenero e volto. Eu não vou acabar. Não enquanto acreditar em coragem, certeza, amor sólido e amor-próprio. O resto não me derruba. Se derrubar eu já aprendi a cair em pé e voltar a respirar.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Você me bastou até me faltar...

Desmedido, compulsivo e insensato.

Acontece que uma hora isso tudo tem de amadurecer. Tá que amar desmedido é uma delícia, mas comedimento e racionalidade fazem muito bem, obrigada. Por entre lençóis sujos, eram muitas as vezes em que eu não entendia a minha permanência teimosa naquela cama vazia. Isso bastou até o momento em que não bastou mais. Você me bastou até me faltar.

Era um sentimento loucamente desenfreado, que fez o quarto ficar pequeno, o apartamento ficar pequeno, os sonhos ficarem pequenos. No fim das contas, foi você quem ficou pequeno demais pra mim. Me escorria amor por entre os dedos enquanto o destinatário tinha a caixa de correio abarrotada por envelopes ainda selados.

Amor em demasia, pra uns, é amor demais. Redirecionei. Aluguei um depósito, depois outro e outro. Não pedi nada de volta, deixei contigo as linhas torpes de um amor que não coube mais em cativeiro. Contigo ainda existem envelopes meus que hoje já não significam nada.

Comigo uma estranha sensação de que nada disso realmente aconteceu, uma seringa de anestésico local me mantém consciente de não mais estar sentindo.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

É preciso ter vergonha na cara...

Vivo procurando a vergonha na cara que eu tinha antes de te conhecer. Já fui em todos os lugares incríveis onde nós estivemos juntos pra ver se encontro, mas nada. Nenhum vestígio da mulher fodástica que eu fui um dia. Nem sombra da imagem que me custou muitas cicatrizes pra conseguir formar. Passei a conviver diariamente com tudo que eu mais abominava na vida.. A lágrima presa nos olhos, a cara de quem não dormia há dias e as pernas bambas que nem me deixavam sair correndo, nem conseguiam esconder a minha fraqueza. Mil palavras complicadas e as ideias embaralhadas na cabeça. O peito gritando, te pedindo pra parar, pra ficar, pra me amar. Qualquer coisa, menos aquela cara de quem preferia ver o demônio em carne, osso e contas pra acertar naquele momento, menos eu. Hoje meu objetivo deixou de ser a tua felicidade e se tornou a minha busca por mim mesma, e acredite, eu não vou parar até me encontrar. Só não esquece que eu te amei de verdade. Que eu te dei todos os códigos secretos pra habitar dentro de mim e te deixei pintar meu peito com a tua cor preferida. Que eu fui a mais santa de todas as santas e a mais puta de todas as putas só pra te fazer feliz. E fiz, disso eu não tenho dúvidas. Nem mesmo rodeada de caminhos mais simples e melhores eu hesitei em passear contigo pelos vales mais assustadores da desordem, do medo, da insegurança. Era ali que eu queria estar porque era ali que eu podia te tocar, te sentir e te ter. Você chegou onde nenhum, jamais, conseguiu chegar. Eu fui sua garota por todos aqueles fantásticos dias e te deixei sentir a alegria de ter alguém incondicionalmente por perto. Qualquer infeliz no seu lugar se sentiria abençoado por todo sentimento nobre que eu te ofereci, que você aceitou, mas que levou embora. Deixando em troca um buraco do tamanho da camada de ozônio no meu peito. Agora chegou a hora de voltar pro pedestal. De continuar talhando essa imagem de bom moço que todos admiram e respeitam. Escondendo daqueles que são dignos de fazer parte da tua vida toda a sujeira que você faz quando esquece a razão e deixa o coração agir. Se por acaso, numa possibilidade extremamente remota, você sentir a minha falta, lembre-se que eu ainda vou estar procurando a minha vergonha na cara. E como você sempre chega tarde demais pra fazer alguma diferença, provavelmente eu já vou ter encontrado.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Tu olhas pra ti e te amas, é o que está certo...

Eu me arrebentei, assim, porque o nó era fraco. Frouxo. Mal dado. Eu afundei, em segundos, porque no meu casco havia um buraco milimétrico por onde o mar entrou, aos poucos. Inteiro.. Eu caí com o primeiro vento porque não havia tijolos. Eu era construção mal feita. Erguida na pressa. Madeira com pregos mal batidos. Fachada. Eu derreti ao sol porque era de plástico. Sumi no sopro porque era pó. Eu me quebrei na primeira queda porque, por dentro, não havia mais nada. Eu me sentia forte, sem saber que já era oco.
Foi preciso aprender a me amar mais. E eis, que depois de uma tarde de quem sou eu, e de acordar a uma hora da madrugada em desespero. Eis que às três horas da madrugada, acordei e me encontrei. Fui ao encontro de mim, calma, alegre, plenitude sem fulminação. Simplesmente eu sou eu, e você é você. É lindo, é vasto, vai durar. Eu não sei muito bem o que eu vou fazer em seguida, mas por enquanto olha pra mim e me ama. não! Tu olhas pra ti e te amas, é o que está certo!


domingo, 22 de agosto de 2010

Primeiro passo para a paz: reconciliar-se consigo próprio.

Você se sente em casa dentro do seu corpo? Muitos não passam de hóspedes de si mesmos… Estar em paz é aceitar serenamente que você não tem munição suficiente para levar todos os seus planos adiante e não possui um exército que diga amém para todos os seus delírios. Você está só e é um sujeito heróico dentro do possível. Costuma ir à luta por um emprego, por um amor, por grana, por objetivos razoáveis e quando não dá certo, não dá. E quando erra, paciência, e quando acerta, oba, e quando está cansado, se recolhe, e quando está triste, chora. E quando está alegre, vibra, e quando enxerga longe, vai em frente, e quando a visão embaça, freia. E quando está sozinho, chama, e quando quer continar sozinho, não chama. Primeiro passo para a paz: reconciliar-se consigo próprio. É o que a gente pode fazer de mais concreto, por mais abstrato que pareça.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

V-I-V-A...

A cada dia um novo aprendizado, uma nova escolha. Se for pelo caminho da direita, talvez você seja feliz. Se for pelo da esquerda, pode ser que não. Mas e quem pode ter certeza disso se você ainda não conhece? Seu coração é seu guia, guarde isso. Vá pelo da direita se ele mandar e se por algum acaso, não der certo, volte e recomece. Eu espero que você tenho forças para isso. Arrisque, sorria, chore! Mas nunca desista e nunca esqueça que quem tem total controle sobre a sua vida é você, só você. Nunca deposite motivo de sua felicidade em um outro alguém, seja ela quem for... decepções fazem parte da vida. Seja feliz com um companheiro quando você tiver certeza de que pode ser feliz sozinho. A depedência estraga, vicia. E como diz aquele velho ditato "tudo em excesso faz mal". Por fim, viva. Se dê o direito de aproveitar cada letrinha dessas, o V-I-V-A. Porque o futuro é daqui a pouco.... Aliás, ele já chegou.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Coração igual a circo?

Sou uma palhaça assistindo o circo pegar fogo. O fogo que você colocou e logo em seguida se arrependeu. Percebeu, que você também morreria queimado. E eu como uma boa palhaça rindo, rindo do seu desespero, sufocado querendo sair desse fogo e não consegue. Cada vez mais o fogo aumenta. E você cada vez mais se sente arrependido. Passa na mente aquele filme clichê, de tudo o que aconteceu nesse circo. E de quanto deu trabalho levantar essas lonas, de quantos sufocos foi preciso para ergue-las. Lembra que esse fogo foi só pra afastar a palhaça, que tem medo de fogo, e vê a bailarina andar na corda bamba. Uma aventura boba. Se arrepende mais uma vez, mas nesse seu desespero, você olha pro lado e vê uma torneira que leva até a palhaça, que é só dela, só ela pode abri o registro. E você implora, pede socorro, grita, mais uma vez se arrepende. Pela milésima vez se arrepende da aventura... E pede que a palhaça aqui te salve, mas a palhaça só sabe rir, rir, rir. Cada vez mais só sabe rir. Pra esconder a dor de ver você virar cinzas por não pensar no que isso poderia causar. Mas o fogo continua, e você também continua pedindo para a palhaça abri o registro. Deixar a bailarina queimar sozinha, queimar a bailarina. Você olha para outro lado e vê o seu amigo, o dono do circo, querendo entender quem foi que colocou todo esse fogo. E você mente, grita, mais uma vez se arrepende e diz que foi a droga da bailarina quem colocou fogo. Você não pode deixar ele saber que foi você quem fez esse estrago porque só ele pode te ajudar a ter um circo só seu. Mais uma vez se arrepende. Continua pedindo socorro a palhaça porque você quem construiu a palhaça, você sabe do que ela é capaz. Capaz de te deixar queimar, e também capaz de te salvar como ninguém jamais salvaria, porém ela não quer mais te salvar... junto ao fogo, morre também a palhaça e nasce alí uma nova mulher: a que não gosta de circo!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Essa abstinência uma hora vai passar...

Quando lutamos contra nós mesmos, somos os únicos a colecionar feridas. Até que ponto vale a pena ater-se ao caminho da menor-dor, do baixo risco e do conforto calculado? Você grita para si mesmo com tanta força essa mentira, que acaba por não ouvir o peito clamando por um segundo de atenção. Mas eu consigo ouví-lo, quando ele encosta no meu, e sigo aguardando o dia em que a tua garganta, de tão rouca, deixe chegar aos teus ouvidos o que para mim fica claro toda vez que teus olhos fecham antes dos meus: é recíproco. Por isso que eu sempre volto, mesmo quando a minha autoestima implora para que eu espere por um sinal teu. Teus sinais foram dados; nós é que falamos línguas diferentes, quando o assunto é sentir e expressar.
Então eu sigo o teu conselho de me ater apenas às tuas ações. E assim eu sigo, tirando da tua boca frases impensáveis, do teu peito, o calor que eu preciso e, da tua vida, tudo que vai de encontro aos teus planos de não me deixar entrar. Aluguei um espaço no teu pensamento e me sinto confortável aqui, embora nada me garanta que eu não possa ser despejado.
A vida ensina, a gente aprende. No entanto, isso não quer dizer que não devamos, às vezes, desobedecer as leis que nós mesmos criamos. Cansei de lutar contra mim mesmo, pois já me cobrem o corpo feridas em diferentes fases de cicatrização. Aqui estou, pronto para me aplicar com mais algumas doses cavalares de você, se assim me permitir. E eu já não mais vivo sem essa morfina que eu batizei com o teu nome, há alguns meses atrás...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Quem não sabe amar a si mesmo, não sabe amar ninguém...

Você deveria ser capaz de estar só, completamente só e, ainda assim, tremendamente feliz. Então, você pode amar. Então, seu amor não é mais uma necessidade, mas um compartilhar, não mais é uma carência. Você não se tornará dependente das pessoas que você ama. Você compartilhará – e compartilhar é bonito. Mas o que comumente acontece no mundo é: você não tem amor, a pessoa que você pensa que ama não tem nenhum amor em seu ser também, e ambas clamam pelo amor do outro. Dois mendigos mendigando entre si. Como resultado, as brigas, o conflito, a contínua rixa entre os amantes – a respeito de coisas triviais, coisas imateriais, coisas estúpidas! Mas continua-se brigando.
O conflito básico surge porque o homem acha que não está recebendo o que tem direito de receber, a mulher acha que não está recebendo o que tem direito de receber. A mulher acha que foi enganada e o marido também acha que foi enganado. Onde está o amor? Ninguém está preocupado em dar, todo mundo quer receber. E quando todo mundo está atrás de receber, ninguém recebe. E todo mundo se sente perturbado, vazio, tenso. A fundação básica está faltando, e você começa a construir o templo sem a fundação. Ele irá cair, desabar a qualquer momento. E você sabe quantas vezes seu amor ruiu. E, ainda assim, você prossegue fazendo a mesma coisa repetidamente. Você vive em tal grau de inconsciência! Você não vê o que você tem feito à sua vida e à vida das outras pessoas. Você continua, como um robô, repetindo o velho padrão, sabendo perfeitamente bem que você já fez isso antes. E você sabe qual tem sido, sempre, o resultado. E lá no fundo você também está ciente de que vai acontecer o mesmo novamente – porque não há nenhuma diferença. Você está se preparando para a mesma conclusão, o mesmo colapso. Se há algo que você deve aprender do fracasso do amor, é: torne-se mais consciente, mais meditativo.
Então você se torna tão alegre, surge uma tal celebração em seu ser, que você não necessita de nenhum relacionamento. Você pode se relacionar com as pessoas.... E esta é a diferença entre relacionar-se e relacionamento: relacionamento é uma coisa: você se apega a ele; relacionar-se é um fluxo, um movimento, um processo. Você encontra uma pessoa, e você ama, porque você tem muito amor disponível.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A dor é inevitável, o sofrimento é opcional...

Olhe não fique assim não, vai passar. Eu sei como dói, é horrível. Eu sei que parece que você não vai aguentar, mas aguenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar. Dor é assim mesmo, arde depois passa. Que bom. Alías, a vida é assim: arde e depois passa. A gente acha que não vai aguentar, mas aguenta: as dores e a vida. Pense assim: agora tá insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar uma samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou. Agora já é dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que duas linhas atrás. Você acha que não, porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já tá lá longe. A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, essa sensação de que pegaram sua traquéia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo - é difícil de acreditar, eu sei - vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou. Agora não dá mesmo pra ser feliz. É impossível. Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre? Isso é bobagem. Como cantou Vinícius: "É melhor viver do que ser feliz". Porque pra viver de verdade a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, eu sei como dói. Mas passa. Tá vendo a felicidade ali na frente? Não, você não tá vendo, porque tem uma montanha de dor na frente. Continue andando. Você vai subir, vai sentir frio lá em cima, cansaço. Vai querer desistir, mas não vai desistir, porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o único jeito de deixá-la pra trás é continuar andando. Você vai ser feliz. Tá vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto de agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que tô falando a verdade. Eu não minto. Vai passar...

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Texto nada a ver com o meu momento, mas que é muito válido! :)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Quem não sabe ser feliz sozinho, não sabe ser feliz...


Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue a sua alegria, a sua paz, a sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém. Somos livres e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja. A razão de ser da sua vida é você mesmo. A sua paz interior deve ser a sua meta. Quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda falta algo, mesmo tendo tudo, remeta o seu pensamento para os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe dentro de você.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Seu primeiro e último amor deve ser o amor próprio...


É preciso se libertar da necessidade de ser aprovado, reconhecido por pessoas que talvez nunca serão capazes de te dar o que precisa, mas você pode se dar o que ninguém talvez seja capaz: seu próprio amor.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Primeiramente, encontre a felicidade dentro de você...

A vida é uma busca constante, uma busca desesperada, uma busca por algo que ninguém sabe o que é.
Frustração parece ser a sina da humanidade, porque seja o que for que você consiga, isso se torna sem sentido justamente no momento em que consegue.
Então você recomeça a busca.
A menos que tenha procurado o buscador, toda a sua busca é sem sentido.
A menos que descubra quem você é, toda a sua busca é fútil, porque você não conhece o buscador.
Se você se acostumar a olhar no seu interior perceberá aí uma grande luz.
Aos poucos, quando já tiver se ajustado à luz interior você verá que você é a própria fonte.
O buscador é o procurado.
Você verá então que o tesouro está dentro de você, sempre aí, com você.
Você estava procurando numa direção errada.
Só isso.
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