"Existe aí algum remedinho para não-sentir? Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento? Quer saber? Existe. Existe e eu preciso. Preciso e não quero."




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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

É preciso sabedoria para fabricar a paz em momentos de guerra interior.

Sempre vejo de forma positiva quando alguém precisa ficar sozinho,
repensar os fatos, se reciclar, se redescobrir em meio aos escombros emocionais. Para termos a confirmação de que somos feitos de céu, de sonhos, para reencontrarmos nossa essência estrelada. É preciso sabedoria para fabricar a paz em momentos de guerra interior.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo!

Peço a Deus que no próximo ano dê a cada um de vocês: Sabedoria! Adquirindo sabedoria, vocês automaticamente receberão todas as outras coisas. Desejo, então que sejam sábios para:
- se vestirem com a beleza dos lírios dos campos;
- possuírem o suficiente para que sejam cobertas todas as vossas necessidades, mas não o bastante para que pensem que não precisem de ninguém;
- guardarem a fé mesmo nas provações;
- em dificuldades, nunca pensarem que é o fim do caminho;
- na felicidade, nunca se esquecerem de agradecer;
- no amor, que sejam voluntários;
- na dor, que sejam solidários;
- em tempos de guerra, que a Paz possa reinar interiormente;
- na amizade serem grandes e verdadeiros;
- que vossas mãos sejam suficientemente quentes para, segurando a mão do próximo, aquecerem o mundo numa grande corrente de amor;
- nunca pensarem que a felicidade é utopia;
- nunca desacreditarem que o amor vence barreiras;
- nunca se esquecerem de que temos um Pai que jamais vai nos abandonar;
- e que essa sabedoria possa estar presente cada minuto pelo resto, não do ano, mas da vida inteira de cada um!

Faço aqui um brinde a todos vocês!
Tenham um sábio Ano Novo!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O natal não é um período e nem uma estação, é um estado de espírito...

Quisera Senhor, neste Natal armar uma árvore dentro do meu coração e nela pendurar, em vez de presentes os nomes de todos os que amo.

Os amigos antigos e os mais recentes. Aqueles que vejo a cada dia e os que raramente encontro.

Os sempre lembrados e os que às vezes ficam esquecidos. Os constantes e os intermitentes. Os das horas difíceis e os das horas alegres. Os que sem querer eu magoei, ou sem querer me magoaram. Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles a quem conheço apenas as aparências.

Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo. Meus amigos humildes e meus amigos importantes. Os nomes de todos que já passaram por minha vida.

Uma árvore de raiz muito profunda para que seus nomes nunca mais sejam arrancados do meu coração. De ramos muito extensos, para que novos nomes vindos de todas as partes venham juntar-se aos existentes. De sombras muito agradáveis para que o nosso amor seja um aumento de repouso nas lutas da vida.

Que o Natal esteja vivo em cada dia do ano que se inicia, para que possamos viver juntos o amor.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Fé em Deus, que Ele é justo!

Tomara que a neblina das circunstâncias mais doídas não seja capaz de encobrir por muito tempo o nosso sol. Que toda vez que o nosso coração se resfriar à beça, e a respiração se fizer áspera demais, a gente possa descobrir maneiras para cuidar dele com o carinho todo que ele merece. Que lá no fundo mais fundo do mais fundo abismo nos reste sempre uma brecha qualquer para ver também um bocadinho de céu.

Tomara que os nossos enganos mais devastadores não nos roubem o entusiasmo para semear de novo.
Que a lembrança dos pés feridos quando, valentes, descalçamos os sentimentos, não nos tire a coragem da confiança. Que sempre que doer muito, os cansaços da gente encontrem um lugar de paz para descansar na varanda mais calma da nossa mente. Que o medo exista, porque ele existe, mas que não tenha tamanho para ceifar o nosso amor.

Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de busca a ideia da alegria.

Tomara que apesar dos apesares todos, dos pesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão da felicidade. Tomara...

domingo, 22 de agosto de 2010

Primeiro passo para a paz: reconciliar-se consigo próprio.

Você se sente em casa dentro do seu corpo? Muitos não passam de hóspedes de si mesmos… Estar em paz é aceitar serenamente que você não tem munição suficiente para levar todos os seus planos adiante e não possui um exército que diga amém para todos os seus delírios. Você está só e é um sujeito heróico dentro do possível. Costuma ir à luta por um emprego, por um amor, por grana, por objetivos razoáveis e quando não dá certo, não dá. E quando erra, paciência, e quando acerta, oba, e quando está cansado, se recolhe, e quando está triste, chora. E quando está alegre, vibra, e quando enxerga longe, vai em frente, e quando a visão embaça, freia. E quando está sozinho, chama, e quando quer continar sozinho, não chama. Primeiro passo para a paz: reconciliar-se consigo próprio. É o que a gente pode fazer de mais concreto, por mais abstrato que pareça.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Então é isso: Amor...

Então é isto também, o amor: a complacência no olhar como conforto numa manhã mais fria, num medo mais profundo ou num desvio da vida. Não há descanso aqui, ao pé de ti, há mais que isso: há plenitude e tranquilidade. Circulamo-nos nas veias e artérias, complementamo-nos no nosso ser, fundimo-nos num só. Amor, amor. És Tu. É certo.

terça-feira, 29 de junho de 2010

A sorte de um amor tranquilo...

Tanto tempo andando por aí, buscando – ou não – uma inteireza dessas. Um dia chega, senhores, um dia sempre chega se os olhos estiverem atentos pra enxergar primaveras no meio de tempestades. Um dia a tua paz surge te tirando todos os sentidos maus, e te enche de todas as coisas boas que você nem sabia que existiam. Coisas que você jamais imaginou sentir, coisas que “outrora” pensava que eram feitas só para Eduardos e Mônicas. Mas, um dia, sem que você perceba, alguém te encontra com um sorriso bonito no rosto, um olhar cortês e um coração pulsante, dizendo que você está completamente enganado. E muda teu nome, muda teus dias. Um dia chega, e esse dia chegou. Eu que nem sabia cogitar que o amor era essa coisa tão arrebatadora.. Não, eu não sabia! E não sabia porque não era nada além de uma revistinha de colorir intacta. Havia em mim um rascunho mal feito de qualquer outra coisa prepotente demais pra ser essa mistura sublime que me enche o peito de suspiros. E eu preferia andar por aí chutando pedras nas ruas e preenchendo lacunas. Enchia-me das vontades alheias, e bastava! Também não sabia que não se tratavam de metáforas aquelas declarações calorosas dos nossos gênios sentimentais. Minha cegueira ensaiada me fazia concluir que era só aquela baboseira-de-poesia, en-tre-te-ni-men-to, balela, bobeira.. Não sabia que é possível desejar tanto-mas-tanto a companhia de outro alguém, a ponto de o coração querer correr na frente do próprio corpo. Mas hoje eu sei. Porque antes eu andava por aí insegura das migalhas que colhia pelo caminho, e hoje, tendo um tesouro sem valor mensurável, sei andar tranquila e segura de que tudo estará no mesmo lugar, me esperando com sorrisos, abraços e suspiros, quando eu voltar. Ou simplesmente prefiro pensar que sei. Um dia, meus amigos, o nosso dia chega nessa vida. Injusta? Não, a vida não é! Todos os dias – até os que deixaram todas as suas chances escoar por entre os dedos – recebemos uma nova chance de consertar a forma de ver tudo, de esperar os presentes que a vida tem pra dar. Todos os dias. Uma nova chance. E todos os dias, acontece assim: Desviando de pedras e suportando os trancos, sobrevivemos. Nada impede quando a vontade é verdadeira, quando não se sabe como fazer, mas existe paciência e força de luta. O bonito do amor é a força que tem, mesmo sendo tão delicado, tão gentil. Sobrevivemos assim: Intactos a cada nova fase, amando mais, querendo mais, acreditando mais nessa coisa imensa que nos toma a vida e dá um novo sentido aos dias. Pode tudo desabar, suportamos bombas, tempestades de todos os tipos imagináveis, e vendavais.. Porque no fim de tudo, saber que minha morada é no teu coração, é o suficiente para que tudo volte a estar em paz. Um dia, a tua paz vem pra te coroar: Te olha, te reconhece, te segura pela mão e te faz cantar. Um dia a tua paz vem enfeitada com flores, estrelas e todas as coisas mais lindas...
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