"Existe aí algum remedinho para não-sentir? Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento? Quer saber? Existe. Existe e eu preciso. Preciso e não quero."




Mostrando postagens com marcador Dúvidas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dúvidas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Até pelo seu silêncio eu me apaixonei...

- Menino, me diz o que é isso?
- Isso o quê?
- Isso que você faz: Chegar do nada e sem algum motivo aparente, me conquistar tão facilmente e tomar conta da minha cabeça por dias, noites e madrugadas afora.

(Silêncio)

- Até pelo seu silêncio eu me apaixonei.. Mas eu tenho medo de que você encontrar alguém, não melhor ou mais bonita, apenas um pouco mais, digamos, disponível. É que tem uma coisa entre nós que não é viva, ou pelo menos finge não ser, mas me atormenta sempre e me faz lembrar de uma música que diz "I wish you here", e eu desejo você aqui mesmo sem você me desejar aí, e eu tenho tanta coisa pra te falar.. mas deixa pra lá, porque você não virá correndo dizer que toda essa distância - física ou não - não vai ser problema, e que você me cuida, me salva e me livra de todo esse abismo que eu sou.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Quem não sabe amar a si mesmo, não sabe amar ninguém...

Você deveria ser capaz de estar só, completamente só e, ainda assim, tremendamente feliz. Então, você pode amar. Então, seu amor não é mais uma necessidade, mas um compartilhar, não mais é uma carência. Você não se tornará dependente das pessoas que você ama. Você compartilhará – e compartilhar é bonito. Mas o que comumente acontece no mundo é: você não tem amor, a pessoa que você pensa que ama não tem nenhum amor em seu ser também, e ambas clamam pelo amor do outro. Dois mendigos mendigando entre si. Como resultado, as brigas, o conflito, a contínua rixa entre os amantes – a respeito de coisas triviais, coisas imateriais, coisas estúpidas! Mas continua-se brigando.
O conflito básico surge porque o homem acha que não está recebendo o que tem direito de receber, a mulher acha que não está recebendo o que tem direito de receber. A mulher acha que foi enganada e o marido também acha que foi enganado. Onde está o amor? Ninguém está preocupado em dar, todo mundo quer receber. E quando todo mundo está atrás de receber, ninguém recebe. E todo mundo se sente perturbado, vazio, tenso. A fundação básica está faltando, e você começa a construir o templo sem a fundação. Ele irá cair, desabar a qualquer momento. E você sabe quantas vezes seu amor ruiu. E, ainda assim, você prossegue fazendo a mesma coisa repetidamente. Você vive em tal grau de inconsciência! Você não vê o que você tem feito à sua vida e à vida das outras pessoas. Você continua, como um robô, repetindo o velho padrão, sabendo perfeitamente bem que você já fez isso antes. E você sabe qual tem sido, sempre, o resultado. E lá no fundo você também está ciente de que vai acontecer o mesmo novamente – porque não há nenhuma diferença. Você está se preparando para a mesma conclusão, o mesmo colapso. Se há algo que você deve aprender do fracasso do amor, é: torne-se mais consciente, mais meditativo.
Então você se torna tão alegre, surge uma tal celebração em seu ser, que você não necessita de nenhum relacionamento. Você pode se relacionar com as pessoas.... E esta é a diferença entre relacionar-se e relacionamento: relacionamento é uma coisa: você se apega a ele; relacionar-se é um fluxo, um movimento, um processo. Você encontra uma pessoa, e você ama, porque você tem muito amor disponível.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Só para ele eu me desmontei inteira, porque confiei que ele me amaria mesmo eu sendo desfigurada, intensa e verdadeira; e ele me ama...

Eu preciso diminuir o ritmo, abaixar o volume, andar na velocidade permitida, não atropelar quem chega, não tropeçar em mim mesma. Eu preciso respirar. Me aperte o pause, me deixe em stand by, eu não dou conta do meu coração que quer muito. Eu preciso desatar o nó. Eu preciso sentir menos, sonhar menos, amar menos, sofrer menos ainda. Aonde está a placa de PARE bem no meio da minha frase? Confesso: eu não consigo. Nada em mim pára, nada em mim é morno, nada é pouco, não existe sinal vermelho no meu caminho que se abre e me chama. E eu vou... Com o coração na mochila, o lápis borrado, o sorriso e a dúvida, a coragem e o medo, mas vou...

sábado, 1 de maio de 2010

Desistir por opção...

Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!

sábado, 24 de abril de 2010

Ninguém sabe mexer na minha confusão...

Sai da minha incerta concepção, saber, querer, sonhar ou não, não especular, não querer, não saber mais, desaprender ou aprender, emburrecer ou conhecer, sei lá.
Sai de mim, aliás não sai de mim não. Na minha mente sana ou insana encontre o lugar em que se aloje e eu te aceite ou te despreze maldita ou bendita confusão. É complexa, é também tão simples que parece ser e não é. A vejo turva e quero desvendá-la, se possível é fazer isso, depois a jogarei no lixo, deixarás de ser o que é, rirei do que eu pensara ser o que era, como uma coitada que se submete ao meu gosto, nem é objeto e por mim será dominada, nem visível é.
Eu te mando nos meus pensamentos e a faço deixar de existir pra mim na hora então que eu bem quiser. Ridícula, insensata, esclarecedora, reflexiva, a odeio ou a amo, ainda não consegui expulsar-te de mim, mas ainda quero e uso você. Ainda presta, mas do jeito que eu quero que preste e não completa, só em parte, a parte que amo e me cabe o interesse de tê-la bendita na minha mente sana e tornar-te então insana fora de mim maldita que odeio: sai de mim CONFUSÃO! :@

quarta-feira, 21 de abril de 2010

?????????????

Tenho vontade de encher parágrafos e mais parágrafos com pontos de interrogação. É tudo o que eu penso em escrever. Tenho mil perguntas para fazer e parece que quanto mais respostas, mais dúvidas surgem. Quanto mais me conheço, menos sei o que fazer de mim. Quero explodir, mas me contenho, quero me impor, mas me escondo, quero gostar, mas racionalizo. Onde vou chegar se não me soltar? Tenho medo de ficar presa nessas linhas. Tenho medo do que eu escrevo se tornar realidade. E se eu ficar muito "Danielle Dantas"? E se eu tiver que ser alguma coisa pra sempre, porque o que está no papel não se apaga mais, e estou escrevendo quase certezas sobre mim o tempo todo? Crescer vendo coisas de mulherzinha fez com que eu jamais me conformasse com metades. Quero os melhores romances, ou prefiro ficar sozinha. Quero as melhores lembranças, ou prefiro não lembrar. Ou vivo intensamente, ou vou levando essa rotina que não incomoda, não interfere, não fere, mas que é chato. Vou dispensando tudo o que não julgo suficiente pra me roubar a solidão. Vou excluindo do meu convívio todos que não parecem prontos pra marcar meu dias. E vou me excluindo um pouquinho também, vou me dispensando sem pudores, porque é mais fácil me deixar de lado do que lidar com a minha falta de coerência. Mais questões, mais lacunas. Quanto mais aprendo sobre mim, mais boicoto meus conhecimentos. Quero contradizer todas as afirmações que faço lutando para entender o que se passa em mim. Não devo ser tão complicada, mas ser extremista faz com que os sentimentos que divido com toda mulher sirvam como base pra decidir tudo na minha vida. Indecisões são capazes de preencher meu dia, mudar minha vida, acabar com meu humor. Possibilidades tentam perfurar meu estômago, atravessar meu corpo, tentam me destruir antes mesmo de terem permissão para acontecer. Estou ficando morna de tanto não me pe[rmitir ir além, de tanto calcular meus passos, me esconder em falsa timidez, evitar sentimentos, evitar relacionamentos, evitar gente só por ser gente e pela possibilidade de alguma coisa dar errado. Posso correr o risco de dar certo? Eu só sei que nada sei! Mas estou prestes a mergulhar. Dessa vez, não insistam, vou dispensar o equipamento de segurança.
Related Posts with Thumbnails