"Existe aí algum remedinho para não-sentir? Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento? Quer saber? Existe. Existe e eu preciso. Preciso e não quero."




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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Vai passar, tu sabes...


Mas passou. Hoje te conto. E lembro daquela história zen, o rei que pediu ao monge um talismã que o protegesse de qualquer mal. O monge deu ao rei um anel, com a recomendação de abri-lo só em caso de extremo perigo. Um dia, o castelo foi cercado pelos inimigos, e o rei encurralado numa torre. Ele abriu o anel.. Dentro, havia um papelzinho dobrado. Ele abriu o papelzinho e leu uma frase assim: ‘‘Isto também passará’’.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Se for pra me tirar do chão, tem que ser pra voar bem alto...

Saiba que não estou aqui pra levantar o tom, nem o volume da voz. Já o fiz por tantas vezes que hoje digo para mim mesmo: “não mais”. Não temos mais nada em jogo aqui, não é mesmo? Já me ocupam cada centímetro do peito os mesmos sentimentos que eu vivia na ocasião em que te conheci. Sinto-os como se fossem inteiramente novos. A circunstância é outra, a pessoa é outra, e até o próprio sentimento assume diferentes formas. Mas ele me estufa o tórax com tal força que eu me sinto impelido a cuspir tudo fora, sem foco ou direção.

Eu tenho minhas convicções. Tinha. Quanto mais a vida avança, mais eu vou me acostumando a conjugar tudo no pretérito. É assim que te conjugo hoje. Olhar pra trás e ver-se contrariando todas as convicções que pareciam gravadas em pedra pode ser dolorido. E é, como em todas as vezes que assumimos nossos próprios erros. Eu tô passando por cima de muitas convicções, aqui. Eu tô quebrando uma porção de promessas infantis, também.

Mas quem sou eu, pra me contrariar?
Eu queria saltar de um avião e abrir o pára-quedas somente no último milésimo de segundo que me separaria da eternidade.
Mas aí alguém me chamou para planar...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Se deixe apaixonar...

Primeiro tudo muda de cor e o mundo sorri pra você. As estrelas transportam-se para o seu olhar e o brilho da lua é pequeno demais para dar de presente. A sensação de paz interior é plena e a vontade de nunca-mais-largar intensa. Aconteceu, aceite, contemple: você está apaixonado. E você não está sozinho: ele também está apaixonado por você. Esse é o ponto: é recíproco. Que digam que é brega, careta, clichê: vocês estão felizes. Não se deve explicar nem medir essa felicidade, porque a não limitação do amor é a mais autêntica forma de amar. Então o que fazer? E o medo de não conseguir fazer durar? E a saudade que mata? E o aperto no coração nos beijos de “até mais tarde”? Amar é sofrer. E com certeza alguém te avisou isso. Só estou reforçando. Por causa desse medo de tudo dar errado, acabamos fazendo, realmente, tudo errado. Ao invés de nos preocuparmos se as coisas estão bem, ficamos loucos em pensar num modo que elas possivelmente poderiam ir mal. Estar apaixonado é ruim nesse ponto. Não estar é pior. O que se deve fazer nessas situações é controlar o termômetro, mantendo-o numa temperatura muito agradável para ambos. A cumplicidade é ponto de equilíbrio de qualquer relação. Explore as emoções e sinta, num simples abraço, a inexplicável sensação de proteção e carinho. Sinta-se à vontade um com o outro. Caminhem compassados, lado a lado, olhando na mesma direção. E você, linda flor, não corra, nem ande muito devagar: caminhe no passo do seu coração.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Quem não entende um olhar tão pouco entenderá trocentas palavras....

A beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, nem no corpo que ela carrega, ou na forma como penteia o cabelo. A beleza de uma mulher deve ser vista nos seus olhos, porque esta é a porta para seu coração, o lugar onde o amor reside...
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